quinta-feira, 13 de julho de 2017

Som do Prazer: Estudo da UFG aponta que o volume alto libera endorfina no corpo dos amantes do Rock

Foto: Reprodução/ Internet

Se na sua playlist não podem faltar nomes como Led Zeppelin, Elvis Presley, Ozzy Osbourne, Guns N’ Roses, AC/DC, Iron Maiden, Kiss, Motörhead, Rolling Stones, Pink Floyd, Beatles, Jimmy Hendrix, Nirvana, Creedence Clearwater Revival, Red Hot Chilli Peppers, entre tantos outros... bingo! Você é louco por rock!!! O dia do estilo musical é comemorado oficialmente nesta quinta-feira (13).
Considerado um dos estilos musicais mais populares de todos os tempos, o rock surgiu na década de 1950, em plena Guerra Fria, se transformando no maior símbolo de rebeldia, protesto e combate a qualquer tipo de tradicionalismo, fascinando adultos e jovens de todo o planeta. O professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Wolney Unes, explica que o rock and roll tem forte influência dos Estados Unidos, por meio do blues.
“O rock surgiu a partir da música do sul dos Estados Unidos, da música negra, pois naquela época, naquele país, havia essa diferença entre coisas de brancos e de negros. Então o rock seria uma derivação da música negra do sul estadunidense. Na Segunda Guerra Mundial encontrou grande campo para se desenvolver. É um estilo de vida”, ressalta.
O estilo do rock foi consagrado até mesmo na dramaturgia, com atores como James Dean, cujos personagens costumavam aparecer nas telas com jaquetas de couro, penteado vistoso, irreverência.
Uma pesquisa feita pela UFG, elaborada com o objetivo de entender a popularidade do rock, trata das sensações auditivas e conexões cerebrais causadas em quem ouve o estilo. O estudo, que foi orientado por Unes, é o resultado da tese de mestrado do aluno da Escola de Música e Artes Cênicas (EMAC) da universidade, Rodrigo Invernizzi. O trabalho mostra que o prazer que os fãs sentem ao ouvir uma canção de rock estaria associado à intensidade do volume.
“O gênio foi associado à irreverência, o lado social, à juventude. No entanto, fisiologicamente, nós identificamos essa característica da amplificação eletrônica a altos volumes e isso tem uma influência no sistema cognitivo. Quando se fica submetido a altos volumes acima de 100 decibéis, isso desencadeia uma reação biológica. É uma reação muscular que provoca liberação de endorfina e dopamina que são, justamente, os hormônios do prazer”, explica Unes.
O dia 13 de julho foi escolhido em homenagem ao Live Aid, megaevento realizado em 1985, em que mais de 100 mil pessoas acompanharam os shows realizados nos Estados Unidos, Austrália, Rússia e Japão. A celebração é uma referência a um desejo expressado pelo cantor britânico Phil Collins, participante do evento, que gostaria que aquele fosse considerado o "Dia Mundial do Rock".

domingo, 9 de julho de 2017

Jovem encontra no desenho a motivação para lutar contra o câncer

Foto: Reprodução/ Goiás Agora

Se para um adulto receber a notícia que está com câncer já é complicado, imagina para uma pré-adolescente cheia de sonhos e planos? O que para a maioria das pessoas seria motivo de desespero e insegurança, para Débora Raza da Silva, de 12 anos, o diagnóstico foi uma boa oportunidade para demonstrar fé e otimismo.
Débora soube que tinha leucemia há cerca de sete meses e, sem perder tempo, começou o tratamento médico no Hospital Araújo Jorge, onde passa por sessões de quimioterapia de 21 em 21 dias. Dos seis ciclos de internações previstos, ela já cumpriu quatro. Por conta disso, foi forçada a se afastar da escola e passou a contar com o apoio dos profissionais do Núcleo de Atendimento Educacional Hospitalar (NAEH), que mantém classes hospitalares e domiciliares em Goiânia e no interior do Estado. O NAEH integra a Gerência de Ensino Especial da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte de Goiás (Seduce).
Muito embora Débora seja aluna da rede municipal de Goiânia, ela conta com atendimento pedagógico dentro do hospital graças a uma parceria com a prefeitura da Capital. Para a jovem, o projeto foi importante para ajudá-la a se fortalecer emocionalmente para enfrentar a doença com mais equilíbrio e tranquilidade. 
E o caminho encontrado para isso, segundo ela, foi o desenho. Talento que ela descobriu ainda criança e que, desde então, cultiva como hobby. Aluna da Classe Hospitalar da unidade de saúde, ela explica que a ideia de ocupar o tempo desenhando foi dada pelas professoras Miriã Clemente de Freitas, que a acompanha na ala de quimioterapia no período da manhã, e por Heloísa Souza Viana, que atua na Pediatria no vespertino.
Otimismo
“Quando começo a desenhar até me esqueço de que estou no hospital. Me sinto em casa e deixo a minha imaginação fluir e me levar. Desenhando me sinto mais tranquila e feliz porque ocupo o meu tempo e me sinto mais confiante”, explica ela. As principais inspirações de Débora são os personagens de livros, desenhos animados e filmes de animação. Entre eles se destacam o Pateta, Mônica, Piu Piu, Minie, ​Bob Esponja, Mickey Mouse, Popeye, Rei Leão, Bart Simpson e o cachorro Odie, companheiro do gato Garfield.
Outras paixões de Débora são a leitura e a música. Sobre os livros, ela afirma que os que mais a marcaram foram O Grande Rabanete, alguns da série Crepúsculo, A Culpa é das Estrelas, A Cabana e O Chamado, que ela terminou de ler recentemente. Quanto à música, apesar da idade, ela prefere obras clássicas e eruditas. “Gosto muito de piano, porque me transmite muita paz e harmonia interior”.
Além de se sentir orgulhosa pelo talento artístico da filha, a mãe de Débora diz que o desenho tem ajudado muito a menina a passar pelas etapas do tratamento com muito otimismo e disposição para a cura. Maria de Jesus Costa da Silva ressalta que a garota enfrenta tudo com bom humor, segue à risca todas as recomendações médicas e se mostra 100% comprometida com o tratamento.
Motivada por suas professoras, Débora decidiu expor cerca de 200 trabalhos na Gerência de Ensino Especial da Seduce. As obras não só chamaram a atenção dos servidores como encantou a muitos, que decidiram adquirir vários deles, ainda que a intenção inicial não tenha sido de comercialização. O dinheiro arrecadado vai ajudar a família a custear o tratamento e também serviu de motivação para que Débora continue a aperfeiçoar-se em sua arte.
Parcerias
Wânia Elias Vieira de Oliveira, responsável pelo NAEH, também se empolgou com o sucesso da exposição e já pensa em uma nova edição para agosto. “Essa iniciativa da Seduce é fundamental para que o educando não perca o vínculo com os estudos e possa prosseguir com sua vida escolar mesmo passando por tratamento médico. O Núcleo valoriza as habilidades dos estudantes e, a partir de suas experiências, promove a mediação da aprendizagem de maneira contextualizada e interdisciplinar utilizando o Currículo Referência da rede estadual”, explica.
Este ano, o NAEH já atendeu mais de 500 crianças e adolescentes tanto em domicílio quanto por meio das classes hospitalares mantidas em dez instituições: Hospital Araújo Jorge (HAJ), Hospital das Clínicas da UFG, Hospital Materno Infantil (HMI), Santa Casa de Misericórdia, Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), Centro de Readaptação e Reabilitação Dr. Henrique Santillo (Crer), Hospital de Doenças Tropicais (HDT), Hospital Geral de Goiânia (HGG) e Hospital de Dermatologia Sanitária e Reabilitação (antiga Colônia Santa Marta).
Wânia Elias informa que o Núcleo conta com o apoio de parceiros importantes como a Universidade Federal de Goiás (UFG), que cede estagiários dos cursos de Pedagogia desde 2013 e de Biologia, Engenharia Civil e Engenharia Ambiental a partir deste ano. No ano passado, o projeto beneficiou 847 estudantes de Goiânia e do interior do Estado. Com as férias de julho, o atendimento educacional hospitalar e domiciliar entra em recesso no próximo dia 30 e só retorna no dia 2 de agosto.
Do Governo de Goiás

quarta-feira, 21 de junho de 2017

UFG projeta abrigo humanizado para refugiados

Habitação de fácil montagem, baixo custo e adaptável a qualquer território pode ser utilizada em diversas situações de emergência





A realidade de quem é forçado a deixar sua casa e seu país por causa de guerras, perseguições e violações de direitos humanos ganha destaque nos noticiários todo dia 20 de junho, Dia Mundial do Refugiado. Uma data de problematização que também pode apresentar alternativas para amenizar o sofrimento dessas pessoas. Esse é o caso de uma proposta elaborada por estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Goiás (UFG), que projetaram o Abrigo Pivô, uma solução de habitação para casos de risco, com custo mais baixo do que o convencional e de fácil montagem.

O projeto utiliza placas de fibra de madeira (MDF) em sua estrutura, que recebem cortes estratégicos para mais de uma opção de encaixe e podem ser transformadas em paredes, colunas e móveis como mesas, bancos e camas. O abrigo tem janelas e portas pivotantes garantindo a ventilação ao ambiente. A parte superior da casa é coberta por lona e calhas galvanizadas que captam a água da chuva para armazenamento sustentável. O projeto conta ainda com uma área externa de integração e descanso, onde é possível estender um varal de roupas ou armar uma rede de balanço.


A proposta foi desenvolvida pelas alunas Laura Carvalho Santana, Lorena Passos Silva, Priscilla Freire da Silva, Sarah Domingos Batista e Talita Vianna de Assis, ao estudarem sobre como vivem as pessoas que perdem suas casas. Segundo elas, a situação, na maioria das vezes, é deplorável, sendo raros os abrigos em que há garantia de dignidade.

Assim, as estudantes se sentiram instigadas a propor algo humanizado, transportável, confortável, de fácil montagem/desmontagem, estável e constituído por materiais acessíveis quanto ao custo e à disponibilidade. Seguindo a mesma ideia, elas também projetaram espaços coletivos e elaboraram plantas referentes a um posto de saúde dividido em quatro consultórios; uma escola com capacidade para 24 pessoas; um refeitório com 48 lugares e um banheiro coletivo, com pias, sanitários e chuveiros.

Menção honrosa

Em meio a 150 projetos inscritos, o trabalho conquistou menção honrosa na 18ª edição de um prêmio do portal projetar.org. Para os professores da UFG, Christine Ramos Mahler e Braulio Romeiro, é necessário dar reconhecimento a ideias que busquem soluções para situações que fragilizam as condições de moradia da população mundial. “Seja em função das catástrofes ambientais, como o caso da cidade de Mariana, ou problemas sócio-políticos, como é o caso recente da alocação de refugiados em países europeus, em especial na Alemanha, o mundo precisa pensar em estratégias de abrigos temporários”, afirmou a docente.