quarta-feira, 21 de junho de 2017

UFG projeta abrigo humanizado para refugiados

Habitação de fácil montagem, baixo custo e adaptável a qualquer território pode ser utilizada em diversas situações de emergência




A realidade de quem é forçado a deixar sua casa e seu país por causa de guerras, perseguições e violações de direitos humanos ganha destaque nos noticiários todo dia 20 de junho, Dia Mundial do Refugiado. Uma data de problematização que também pode apresentar alternativas para amenizar o sofrimento dessas pessoas. Esse é o caso de uma proposta elaborada por estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Goiás (UFG), que projetaram o Abrigo Pivô, uma solução de habitação para casos de risco, com custo mais baixo do que o convencional e de fácil montagem.

O projeto utiliza placas de fibra de madeira (MDF) em sua estrutura, que recebem cortes estratégicos para mais de uma opção de encaixe e podem ser transformadas em paredes, colunas e móveis como mesas, bancos e camas. O abrigo tem janelas e portas pivotantes garantindo a ventilação ao ambiente. A parte superior da casa é coberta por lona e calhas galvanizadas que captam a água da chuva para armazenamento sustentável. O projeto conta ainda com uma área externa de integração e descanso, onde é possível estender um varal de roupas ou armar uma rede de balanço.



A proposta foi desenvolvida pelas alunas Laura Carvalho Santana, Lorena Passos Silva, Priscilla Freire da Silva, Sarah Domingos Batista e Talita Vianna de Assis, ao estudarem sobre como vivem as pessoas que perdem suas casas. Segundo elas, a situação, na maioria das vezes, é deplorável, sendo raros os abrigos em que há garantia de dignidade. Assim, as estudantes se sentiram instigadas a propor algo humanizado, transportável, confortável, de fácil montagem/desmontagem, estável e constituído por materiais acessíveis quanto ao custo e à disponibilidade.
Seguindo a mesma ideia, elas também projetaram espaços coletivos e elaboraram plantas referentes a um posto de saúde dividido em quatro consultórios; uma escola com capacidade para 24 pessoas; um refeitório com 48 lugares e um banheiro coletivo, com pias, sanitários e chuveiros.

 
Menção honrosa

Em meio a 150 projetos inscritos, o trabalho conquistou menção honrosa na 18ª edição de um prêmio do portal projetar.org. Para os professores da UFG, Christine Ramos Mahler e Braulio Romeiro, é necessário dar reconhecimento a ideias que busquem soluções para situações que fragilizam as condições de moradia da população mundial. “Seja em função das catástrofes ambientais, como o caso da cidade de Mariana, ou problemas sócio-políticos, como é o caso recente da alocação de refugiados em países europeus, em especial na Alemanha, o mundo precisa pensar em estratégias de abrigos temporários”, afirmou a docente.

Duo Goiás: viola, canto e música clássica se harmonizam em uma homenagem ao cancioneiro popular


Gustavo Elias (à esquerda) e Alexandre Nonato (à direita). Foto: Facebook/ Duo Goiás



Por Larissa Artiaga

A viola debaixo do braço, o canto entoado, um manuscrito na mão. Assim se portavam os cavalheiros do início do século passado, que sem deixar a goianidade de lado, transcreviam para o papel os sons do nosso estado.

Refiro-me aos cancioneiros populares, que com sua simplicidade, fizeram do homem rural uma figura emblemática no folclore brasileiro. Mas, para que a poesia se transforme em canção é preciso melodia. E, talvez, nenhuma outra melodia seja tão significativa para o povo goiano quanto a que sai de um instrumento de arco e cordas friccionáveis que teria se difundido na Europa a partir do fim da era medieval, a viola.
Se hoje Goiás se destaca como celeiro nacional da música sertaneja, isso se deve ao passado dedilhado na viola caipira, embora as canções de outrora sejam de fato bem diferentes do que ouvimos as rádios ‘tocarem em frente’ atualmente.
Contudo, a viola caipira resiste – a duras penas, é preciso ressaltar – está viva nos braços dos cancioneiros do presente, que, a despeito da massificação da música sertaneja, insistem em tocá-la por aí.
Dia desses tive a prova disso, quando vi, ouvi e senti uma apresentação do Duo Goiás. Criado em 2013 com o objetivo de resgatar a importância da música caipira e do cancioneiro popular, o Duo é formado por Alexandre Nonato (Viola) e Gustavo Elias (Violão).
Amigo de Gustavo desde a adolescência, Alexandre destaca que a paixão de ambos pela música surgiu de forma despretensiosa, a partir de ensaios na garagem de casa. “Tudo começou há uns 15 anos atrás, sempre com essa coisa da música bem forte. A música de raiz é um estilo de música que a gente sempre gostou, então eu acho que na verdade foi a música de raiz que nos escolheu e não nós que escolhemos ela. O projeto meio que se configurou de uma coisa orgânica que a gente já tinha. A viola deixa um sentimento em quem toca e em quem escuta, é algo meio divinal”, acrescenta Alexandre Nonato.
A paixão pela interpretação de músicas de cancioneiros populares se reflete no repertório da dupla, influenciada por Edino Krieger, Gilberto Mendes, Elomar, Tom Jobim, Astor Piazzola, entre outros. Somam-se ao som da viola, elementos da música clássica, MPB e Pop.
Apesar de nutrirem um apreço especial pelas tradições goianas e possuírem composições que retratam o cerrado, o sertão, a cidade e manifestações tradicionais de Goiás como a folia e a moda de viola, os músicos preferem não rotular o trabalho que produzem.
“As goianidades são muitas. O estado de Goiás contempla uma série de manifestações populares, não é só a Folia, não é só a Catira. Na música isso não é diferente”, afirma Gustavo Elias.
Circuito Alternativo
Em Goiás, a sobrevivência da música regional enraizada na viola caipira se deve, em parte, aos festivais e ao circuito alternativo.
Segundo Alexandre Nonato, os desafios para quem está fora do dito ‘comercial’ são muitos e incluem percalços financeiros e dificuldades de formação de um público cativo. Todavia, o “underground regional” passa por um momento de efervescência e oportunidades para quem trabalha duro. “É um bom momento sim, vários amigos estão nessa estrada sim e estamos nos unindo para fazer algo maior. Tem muita gente talentosa trabalhando, como por exemplo, as meninas do Ave Eva, César Machado, Encontro Violado, etc”, resume.
Entre as principais canções interpretadas pelo Duo, destacam-se: Samba da Campininha, Chico da Serra, Uirapuru e E A Mata Gemeu. A agenda de shows e o contato da dupla estão disponíveis no seguinte link.
Conheça o Duo Goiás:

terça-feira, 20 de junho de 2017

Bar goianiense promove roda de samba raiz

Com um repertório tipicamente brasileiro, o Tapera's apresenta, nesta quinta-feira (23), sua Roda de Samba



Como cantava Dorival Caymmi: quem não gosta de samba, bom sujeito não é. Sendo assim, uma das poucas casas de show no segmento em Goiânia, o Tapera's apresenta, nesta quinta-feira (22), sua Roda de Samba, a partir das 22h, na Vila Santa Isabel. O mais original dos gêneros brasileiros pode ser conferido no local de quinta-feira a domingo.

Entre os convidados para a Roda de Samba desta quinta-feira, estão: Marcio Leonardi e Ursão – do Sambagunça.

Marcio Leonardi

Casa

O Tapera's comporta 300 pessoas, em um espaço de 260 metros, sendo a única casa de show que toca o samba original em Goiânia. Localizada na Vila Santa Isabel, na Avenida Lauricio Pedro Rasmussen (próximo ao Terminal Praça da Bíblia), ela foi inaugurada há oito anos.

Aberto de quinta-feira a domingo, pode ser consumindo no Tapera's, além do gênero mais tipicamente brasileiro, água, todos os tipos de bebidas alcoólicas, chocolates e balas. É um local que a pessoa vai, canta os melhores sucessos do segmento, além de interagir e dançar muito.



Serviço

Roda de Samba no Tapera's

Local: Avenida Lauricio Pedro Rasmussen, Nº 213, Qd M, Lt 22, Vila Santa Isabel – Goiânia-GO (próximo ao Terminal Praça da Bíblia)
Data: 22 de junho, (quinta-feira)
Horário: a partir das 22h
Ingresso: Masculino – R$ 20 reais
Feminino – R$ 10 reais